Micropigmentação paramédica para desenho de mamilo e aréola

Micropigmentação paramédica para desenho de mamilo e aréola

A micropigmentação paramédica é uma técnica que pode ajudar mulheres que venceram o câncer de mama a recuperar sua autoestima e se sentirem plenas. Consiste em restaurar não só a pigmentação das aréolas e mamilos, como também, a simetria das mamas. Mulheres que foram submetidas às cirurgias de Mamoplastia de Aumento (Prótese Mamária), Mastectomia (retirada da mama) e Mastopexia (plástica para levantar os seios).

Do que se trata?

A micropigmentação paramédica é um procedimento indicado para reconstruir e disfarçar cicatrizes, aproximando-se ao máximo da cor natural da pele. A técnica segue os princípios básicos de tatuagens, mas a tinta só é aplicada na camada mais superficial da pele. Entre outras aplicações, a técnica é utilizada para o redesenho de aréolas e mamilos das pacientes que precisaram reconstruir os seios após o tratamento de câncer de mama.

O procedimento é rápido e indolor. Mesmo havendo pouca sensibilidade na região, é aplicado um anestésico local sobre a pele, para inibir qualquer desconforto.

Que cuidados eu devo ter antes de realizar a micropigmentação?

Para realizar a micropigmentação, é necessária prescrição médica. O recurso não é indicado para pessoas com diabetes, hipertensão, AIDS, hemofilia, leucemia, trombose, gota, que sofrem de alcoolismo e que tenham tumores cancerígenos. Por isso, o trabalho no qual os seios recuperam os seus detalhes pode iniciar apenas quando o tratamento da doença é finalizado e somente o médico pode autorizar o procedimento.

O profissional que realiza o procedimento deve estar habilitado para realizar a técnica e possuir conhecimento de colorimetria, para garantir que o resultado seja bastante fiel. Peça para ele mostrar trabalhos realizados por ele anteriormente e avalie se os resultados são satisfatórios. O espaço onde o procedimento é realizado deve ter biossegurança.

O que dizem os profissionais que realizam esse procedimento?

A técnica é extremamente gratificante, já que o trabalho contribui para a autoestima dessas mulheres. “É preciso entender o contexto completo. Essa mulher já passou por muitas situações difíceis, a descoberta da doença, a cirurgia, todo o tratamento. Tudo pode ser muito doloroso. É um período de mergulho interno, de rever valores. Por isso, a micropigmentação paramédica não se trata apenas de reconstruir a aréola, mas de entender o caminho pelo qual aquela mulher já passou”.

Após o procedimento cirúrgico a reconstrução da mama possibilita, além da recomposição da anatomia, a recuperação da autoestima, da feminilidade e a melhora da qualidade de vida das pacientes.

Câncer de mama e Reconstrução Mamária

A mama é o caráter sexual secundário mais importante na mulher e símbolo de feminilidade. A reconstrução da mama tem por objetivo melhorar a qualidade de vida das mulheres submetidas a um tratamento cirúrgico que tenha deixado seqüelas funcionais, estéticas e/ou psicológicas. A finalidade da reconstrução mamária não é somente restituir a integridade corporal, mas também recompor a imagem psíquica comprometida por problemas de auto-imagem, aceitação social, dificuldades sexuais e na vida a dois.

Do ponto de vista oncológico, é cada vez mais aceita a iniqüidade da reconstrução mamária, incluindo mulheres com metástases, devido ao benefício trazido pela melhora da qualidade de sua existência. Vários estudos sugerem que a reconstrução não acarreta risco adicional de recidiva local ou reaparição da doença.

Em nível estritamente cirúrgico, o objetivo da reconstrução mamária é tornar o “seio” acometido mais parecido em tamanho, forma, consistência, mobilidade e grau de naturalidade com seu par contralateral e a micropigmentação de aréola é fundamental na reconstrução. Com a ajuda da micropigmentação de aréola é possível restaurar também a pigmentação da aréola mamária, contribuindo para a simetria dos seios.

Micropigmentação da aréola melhora a qualidade de vida de pacientes com câncer de mama

Uma em cada cinco mulheres com câncer de mama que se submetem a uma mastectomia perdem sua aréola e mamilo (complexo aréolo mamilar), segundo dados da Sociedade Brasileira de Mastologia. A restauração pode ser feita logo que o seio for reconstruído e sua cicatrização tenha ocorrido adequadamente. Este procedimento, chamado de micropigmentação, é um método invasivo que utiliza agulhas para infiltrar pigmento sob a pele, desenhando novo complexo aréolo mamilar, melhorando a aparência estética.

Mais do que um procedimento estético, a técnica também pode ser um auxiliar da medicina. Chamada de paramédica, é capaz de camuflar e tratar marcas de cicatrizes cirúrgicas ou de acidente e alopecia. A aplicação mais famosa é a de restauração da aréola mamária. Embora existam diversos métodos estéticos que reconstroem a mama, muitos cirurgiões indicam a micropigmentação por ser mais eficaz e por oferecer menos traumas à paciente.

A maioria das mulheres que recorre à micropigmentação paramédica de aréola, que consiste em restaurar não só a pigmentação das aréolas e mamilos, como também, a simetria das mamas, são mulheres que foram submetidas às cirurgias de Mamoplastia de Aumento (Prótese Mamária), Mastectomia (retirada da mama) e Mastopexia (plástica para levantar os seios). “Os resultados pós-cirúrgicos tem como um dos principais objetivos promover a satisfação da paciente e fazê-la voltar a se sentir mais uma vez de bem consigo mesma”, diz Viviane.

A técnica de Micropigmentação de Áreola consiste na implantação de pequenas quantidades de pigmento via agulha na derme (segunda camada da pele) que reagem com os melanócitos na camada basal e resulta na cor desejada na epiderme (camada externa da pele). Segundo a técnica em micropigmentação paramédica, Viviane Gabriella Batista, o procedimento tem durabilidade de aproximadamente dois anos, mas por ser uma região que não sofre muito com a influência dos raios solares, a durabilidade é prolongada. Viviane conta que a maioria de suas pacientes são encaminhadas pelos próprios cirurgiões plásticos. É importante ressaltar que, com essa técnica, os mamilos não tem proeminência. O que o profissional faz é um trabalho de perspectiva que simula o efeito de projeção em 3D.

Viviane Gabriella Batista

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